Ariobaldo - Perfil

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Era mais um tiozão, que não entende nada de tecnologia, que não sabe a diferença entre Facebook e Twitter, mas existia coisas mais valiosas nele do que apenas saber sobre tecnologia ou ter vários seguidores no twitter.
Ariobaldo era um velhote de 50 anos, solteiro por opção, ele era tipo um Charlie Sheen só que sem Aids. Talvez… Ele tinha um toque meio sarcástico, irônico, tinha um charme que encantava menina qualquer, onde chegava era tratado bem, só que ao longo do tempo as pessoas iam se decepcionando com seu modo de agir, falar, de tentar não expressar sentimentos, ele tentava (não conseguia!) ser frio, queria mostrar que sua vida era calejada demais pra ficar triste por uma desilusão amorosa ou por aluguém o olhar torto na rua confundindo ele com um andarilho. Só que não conseguia.
Ariobaldo era sozinho, não tinha país, enfim, não tinha família. O trabalho também o transformava em mais solitário ainda, era escritor. Além de não gostar de pessoas, o trabalho o influênciava mais ainda à ficar solitário em casa e escrever seus textinhos.
Havia só uma excessão de pessoa que Ariobaldo gostava, e era ela… Linda, charmosa, “Por que diabos Gina foi gostar justo de mim!?” perguntava Ariobaldo pra ele mesmo. Na verdade não era só Ariobaldo que se perguntava isso, Gina também pergunta pra si mesma o porque gostar daquele velhote.
Um dia os dois estavam na sala, Gina vendo TV no mudo, pra não atrapalhar o velhote escrever seus textos. “Isso porque eu te amo hein?” Debochava Gina enquanto Ariobaldo se concentrava em escrever mais um de seus ganha pão.
Então, Ariobaldo parou de digitar e bateu com as duas mãos na mesa e disse:
– Por que eu não posso escrever minhas coisas em paz sem ser zoado? Você quer estragar as venda dos meus livros? Você quer que a gente seja despejado daqui? Você é quem vai pagar nossas contas?
– Desculpa Ariobaldo, é que eu sou muita INDELICADA.